quarta-feira, 26 de outubro de 2011
OS SEXAGENÁRIOS
domingo, 23 de outubro de 2011
VELHICE
LAR… DOCE LAR!...
terça-feira, 27 de setembro de 2011
A ternura do amor
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Póvoa de Encantos Mil
Tricana Poveira
Hino à Póvoa
Sonhos Brancos
Sonhos
sábado, 17 de setembro de 2011
Um raio de luz
Mar... Doce mar...
sábado, 13 de agosto de 2011
Deixa-me Rir
Deixa-me rir
Daquele que passa
Empertigado
Tão cheio de graça
Pensando que os outros
O vão adorar.
Deixa-me rir
Deste mundo infame
Carunchoso e podre
Prestes a ruir
E daqueles que pensam
Ter o poder nas mãos
Mas ocos, vazios,
Numa angústia atroz
Se passeiam ufanos
Espalhando a dor
Destruindo famílias
Desprezando os velhos
Semeando desgraça
Fomentando rancor.
E, nesta vida,
De ilusão constante
Vou rir,
Para não chorar
De tanta farsa
Tanta hipocrisia
Tantos corações
Prenhes de riqueza
Vazios de alegria
Passeando ufanos
Querendo mostrar
Tesouros acumulados
Mas sem nada,
Mesmo nada,
Para partilhar.
Maria Sá
7/7/2011
Ver video de declamação do poema no Sarau de Poesia
Meus Castelos de Areia...
Meus castelos de areia construí
Neles, fui princesa...
Deles, fui escrava...
Sonhei!...
Criei histórias deslumbrantes!
Mas... Que é deles?!...
Ruíram...
Pouco sobrou!...
Apenas lembranças...
Onde estão os meus sonhos?!
Onde ficou todo o carinho,
Todo o amor,
Toda a ternura,
Que neles depositei?!
Onde pairam as flores que plantei?!
O céu azul que eu pintei?!
Foram-se!...
Desfizeram-se!...
Só restam recordações!...
Nada mais!...
Eram lindos os meus castelos!
Oh! Como eram lindos!
Mas...
Só restam escombros!...
Só resta a saudade!...
E... uma forte vontade
De os refazer.
Mas... não de areia...
De pedra e cal
Para durarem
E ainda trazerem
Alegria e paz
A este coração cansado
De tanto dar
E pouco ou nada receber.
Maria Carolina Sá
15/06/2007
Sarau de Poesia
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O céu do meu penar
Quando a noite cai
As trevas me envolvem
O silêncio se torna insuportável
As lágrimas rolam
As forças se esvaem
E tudo se torna negro e frio…
Pego em tintas e pincel
Pinto estrelas no céu
Desenho uma lua redonda
E, na janela do meu ser,
Começa de novo a surgir
O meu sorriso dormente
E o luar a inundar
As trevas do meu olhar
Suavizando docemente
Esta agonia latente
Que me vem atormentar.
E, nessa noite sem fim,
Em que me sinto a agonizar
Surge a madrugada airosa
Pintando de cor-de-rosa
Esse céu do meu penar.
E de novo canto e rio
Dançando no firmamento
Que era negro e sombrio
Mas que o luar iluminou
E o Sol, com o seu poder,
Maria Sá
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Muito obrigada, meu Deus
A Ti, que por mim zelas,
Eu quero agradecer
Toda a vida que me deste
Todas as gargalhadas que eu dei
Todas as lágrimas que chorei
Todos os momentos que vivi
Todos com quantos me cruzei
E com eles aprendi
Pela família onde nasci
Pela educação que me deram
Pelo muito que sofri
Pelas sementes que semeei
Pelas pessoas que encontrei
Por todas as que me ajudaram
Por aquelas que me invejaram
Por todas as que me maltrataram
Um obrigada Te dou.
E, como sempre acreditei,
Na tua poderosa afeição
Com muita humildade aceitei
E com muita resignação
Todos os momentos da vida
Que me permitiste viver
E com eles aprender
A ser a mulher que hoje sou.
E, com toda a gratidão,
Desta vida tão plena
De alegria
Dores
Sentimentos e emoções
Momentos de euforia
E de sofrimento atroz
Me ajoelho a Teus pés
E grito a plenos pulmões
Muito obrigada, ó Meu Deus.
Maria Sá
1/8/2011
Neblinas matinais
Acordo!...
O mar calmo e imenso
De um cinza prateado
Envolto em neblina
Espera por mim.
Ao longe, nos rochedos,
Descansam as gaivotas
Salpicando a penedia
Envolta em branca espuma
Destas ondas caprichosas
Que brincam em cabriolas
Por entre as rochas escuras
Qual criança inocente
Mas bastante irreverente.
Pouco a pouco
O Sol brilha
Rompendo com o seu calor
A densa bruma cinzenta
Que mantinha este mar
Num sono acolhedor
Como que a chamá-lo baixinho:
São horas de acordar…
Abre os olhos de mansinho
E se vai espreguiçando
Neste imenso areal…
E com ternura e carinho
Vem beijar a bem amada
A linda areia dourada
E o Sol, com o seu calor
Vem despertar o amor
Dos amantes enlaçados.
Maria Sá
O feitiço da Póvoa
Será o teu mar imenso
O anilado do teu céu
As gaivotas a voar
O teu cheiro a maresia
O pescado fresco a saltar
As varinas a apregoar
Que sempre me encantaram
E me fizeram cá voltar?
Será este areal sem fim
O nevoeiro matinal
Este mar que ora é lago
Ora é fera indomável
Que em espuma se desfaz
Galgando o imenso areal
O vento Norte impiedoso
Que quase me faz tombar
Me irrita e me atrai
E sempre me faz voltar?
Diz-me, Póvoa,
Que feitiço tu escondes
Que ora amo, ora odeio,
Que com a tua doçura
E com o lindo pôr-do-sol
Me atrai e me seduz
Para eu sempre cá voltar
Para eu viver da tua luz
Da beleza do teu mar
E a felicidade encontrar?
É esta paixão que sinto
Por esta terra de extremos
Onde me deixo embalar
Qual barco a navegar
Ou, que em dias de tormenta,
Me obriga a enfrentar
Com coragem e ousadia
Esta vida de emoção
Esta luta do dia a dia.
Maria Sá
1/8/2011
sábado, 2 de julho de 2011
Momentos de felicidade
Que lindo é o mar
No seu azul sem fim!...
Algas, corais, peixes, conchas,
Numa beleza sem par!...
E, no lindo céu azul,
Mil gaivotas a voar.
Como é bom vê-las tão calmas
No seu voo planado;
Com olhos fixos no mar
E, em seus voos picados,
Mais um peixito encontrar.
É luz!
É cor!
É beleza natural!
Felicidade encontrada
Na beleza das gaivotas
E no anil do mar.
Vida simples, sem ambição,
Sem vaidades, nem esplendores;
Espraiando o nosso olhar
Ouvindo o mar nos seus rumores.
Como é bela a natureza!
Quanta cor
Quanta alegria
Poderemos encontrar
Se pararmos para reflectir
Se pararmos para olhar
E ver, em nosso redor,
Este mundo de magia
Esta beleza do mar!...
29/06/2011